Sorri e o Mundo Sorri Contigo por Luísa Sargento

05 maio 2010

Como é bom ainda ter cassetes ;)

The Cranberries no meu carro e eu a berrar, ou talvez a cantar... quando deixei uma mãe com o filho passarem fora da passadeira. Enquanto esperava que a Calçada do Combro esvaziasse, para chegar a horas ao Chiado, a criança surpreendeu-me com um sorriso de todo o tamanho.


Retribuí mas por certo não consegui transmitir o quanto me senti feliz pelo seu simples gesto de gratidão!



Mais à frente, enquanto escutava esta:


e pensava no que sentia, dei passagem a outra pessoa que, mesmo com o stress matinal expresso no seu rosto, me acenou com a mão, sem no entanto olhar para mim, mas valeu, senti que, embora de forma inconsciente, tinha a gratidão dentro de si e sorri, agradecendo ao mundo mais uma lição.

Mais à frente, sem dar por isso, alguém deu por mim: um polícia!
Ía eu nos meus:

E não me multou, simplesmente pediu que não avançasse para que um carro saisse e ele estacionasse. E, mais uma vez, sorri!!!
Tenho uma vida fantástica!!!

E cantei


E lembrei-me como sempre fui feliz, como sempre tive tudo o que sempre desejei e como, de vez enquando, tentam que mude a pessoa que sou: aquela pessoa alegre, contente e de bem com a vida!!!

E como tal:


Cada um segue o seu caminho! Não me recordo agora da frase ou texto do filósofo DeRose que diz algo como (é a minha interpretação, não se esqueçam): se os nossos caminhos se cruzarem e seguirmos juntos óptimo, mas se cruzarem e não seguirmos juntos óptimo na mesma...

03 maio 2010

Ainda me surpreendo e isso é bom, muito bom...

Lá vinha eu a caminho de casa acompanhada por uma aluna - Maria de seu nome - quando parámos junto à rua dela para continuar a nossa conversa. O sol da tarde já tinha desaparecido e o calor estava bem longe de aquecer o corpo que estava por baixo do meu casaco primaveril - a Maria por sorte ainda vinha com os hábitos de Paris e pareceu-me bem quentinha.

Falávamos da escolas, dos nossos filhos, das nossas preocupações em lhes mostrarmos que existem várias formas de ver e viver a vida, quando uma carrinha estaciona junto de nós, como já é hábito naquela rua principal, onde todo e qualquer canto serve para parar a viatura.

Sai um homem dos seus 40 e muitos com um saco na mão e pede licença para passar e nós acho que nem respondemos porque o tal homem estava quase a milhas de distância de onde nos encontravamos (o nosso espaço vital não fora atingido...). Prosseguimos a nossa conversa: continuámos pelo vulcão, pela incoerência humana e discutíamos sobre como certas e determinadas situações se repetiam e como o facto de sermos conscientes não nos pertimia ignorar tais episódios.

Falámos até das touradas, das sevilhanas que em tempos fizeram parte do meu circulo cultural. E hoje nem ouvir aquela música, com a qual bailava, consigo...

Quando, no meio da nossa conversa, que se prolongava enquanto o meu corpo gelava e ao mesmo tempo aquecia com as nossa troca de ideias, o tal homem regressou ao carro e ao fechar a porta pediu desculpa e desejou-nos uma boa noite!...

E simplesmente dissemos:
UM SENHOR!